Banda: Paramore
Data de lançamento: 12 de maio de 2017
Data de lançamento: 12 de maio de 2017
Não, os Paramore já não fazem pop punk, por isso se querem pop punk vão ouvir o Riot. Deal with it. O After Laughter é um álbum pop. Aceitem isso. Sim, os Paramore mudaram, não ficaram por half-measures (ver: Paramore) e aceitaram que já não têm futuro como banda de pop punk. O melhor disto tudo? A banda do Tennessee está longe de estar acabada.
After Laughter significa diversão ao longo das suas 12 músicas e é isso que todos merecem, depois das constantes mudanças no line-up da banda. Mais consistentes do que nunca, a banda adota uma sonoridade pop com throwbacks aos anos 80 que contrasta com as letras de Hayley Williams, maioritariamente sobre a depressão que sofreu antes de começar o projeto de After Laughter. Hayley está também melhor do que nunca neste álbum: assume a liderança confortavelmente e sem hesitação; a sua voz está agora mais livre sem a urgência e agressividade da sonoridade anterior da banda. Ela consegue trazer-nos as emoções como tão bem sabe em Tell Me How e 26 (quando canta "hold onto hope if you've got it/don't let it go for nobody/they say that dreaming is free/but I wouldn't care what it cost me" é como se ela nos estivesse a abraçar) e experimenta novos registos em Told You So. Esta última é sem dúvida um dos destaques de After Laughter, a prova de que esta mudança de rumo foi bem-sucedida. Um baixo groovy, os floreados de Taylor York na guitarra e a voz de Hayley fundem-se perfeitamente e fazem-nos esquecer os antigos Paramore.
As primeiras cinco músicas formam uma sequência que nunca vacila e que nunca perde o ritmo até chegar 26. Por muito bonita que seja a canção, 26 quebra After Laughter e depois desta, nada volta a ser o mesmo. De Pool até Idle Worship levamos com mais do mesmo só que sem a força de Told You So ou Fake Happy, quatro músicas que parecem b-sides das cinco primeiras. Parece que a banda se aproveitou do facto de ter feito uma mudança tão drástica na sua sonoridade e não experimentou neste novo caminho. Felizmente, em jeito de reprise de Idle Worship chega No Friend, de longe a música mais experimental da banda. Contando apenas com as palavras impercetíveis do vocalista dos Mewithoutyou, a banda preferida de Hayley, à frente do instrumental repetitivo mas envolvente, No Friend é algo refrescante e misterioso que confere a outra dimensão que faltava a After Laughter.
Para novatos neste território, os Paramore saem-se bem com After Laughter, mesmo com muitas coisas ainda por experimentar e melhorar. Para uma banda que já esteve quase a acabar, ninguém diria que haveria um futuro tão promissor para os Paramore. Mas como a Hayley canta, fechando o álbum: "I can still believe".
Nota: 3.6/5
Músicas recomendadas:
- Told You So
- No Friend
- 26
After Laughter significa diversão ao longo das suas 12 músicas e é isso que todos merecem, depois das constantes mudanças no line-up da banda. Mais consistentes do que nunca, a banda adota uma sonoridade pop com throwbacks aos anos 80 que contrasta com as letras de Hayley Williams, maioritariamente sobre a depressão que sofreu antes de começar o projeto de After Laughter. Hayley está também melhor do que nunca neste álbum: assume a liderança confortavelmente e sem hesitação; a sua voz está agora mais livre sem a urgência e agressividade da sonoridade anterior da banda. Ela consegue trazer-nos as emoções como tão bem sabe em Tell Me How e 26 (quando canta "hold onto hope if you've got it/don't let it go for nobody/they say that dreaming is free/but I wouldn't care what it cost me" é como se ela nos estivesse a abraçar) e experimenta novos registos em Told You So. Esta última é sem dúvida um dos destaques de After Laughter, a prova de que esta mudança de rumo foi bem-sucedida. Um baixo groovy, os floreados de Taylor York na guitarra e a voz de Hayley fundem-se perfeitamente e fazem-nos esquecer os antigos Paramore.
As primeiras cinco músicas formam uma sequência que nunca vacila e que nunca perde o ritmo até chegar 26. Por muito bonita que seja a canção, 26 quebra After Laughter e depois desta, nada volta a ser o mesmo. De Pool até Idle Worship levamos com mais do mesmo só que sem a força de Told You So ou Fake Happy, quatro músicas que parecem b-sides das cinco primeiras. Parece que a banda se aproveitou do facto de ter feito uma mudança tão drástica na sua sonoridade e não experimentou neste novo caminho. Felizmente, em jeito de reprise de Idle Worship chega No Friend, de longe a música mais experimental da banda. Contando apenas com as palavras impercetíveis do vocalista dos Mewithoutyou, a banda preferida de Hayley, à frente do instrumental repetitivo mas envolvente, No Friend é algo refrescante e misterioso que confere a outra dimensão que faltava a After Laughter.
Para novatos neste território, os Paramore saem-se bem com After Laughter, mesmo com muitas coisas ainda por experimentar e melhorar. Para uma banda que já esteve quase a acabar, ninguém diria que haveria um futuro tão promissor para os Paramore. Mas como a Hayley canta, fechando o álbum: "I can still believe".
Nota: 3.6/5
Músicas recomendadas:
- Told You So
- No Friend
- 26
Artista: Dua Lipa
Data de lançamento: 2 de junho de 2017
Nunca dei muita importância à Dua Lipa porque, sinceramente, nunca se destacou muito para mim. Parece apenas mais uma entre tantos artistas novos que conseguiu ter um hit, mas, para além disso, nada mais se aproveita. No entanto, depois de muita insistência e de tanto ouvir falar da cantora inglesa, lá dei uma oportunidade ao seu álbum de estreia. O álbum homónimo tem o cunho da cantora em todas as músicas, exceto duas (Be the One e New Rules), algo extremamente importante nos dias de hoje em que a música mainstream é cada vez mais plástica; é ótimo saber que Dua Lipa não é apenas intérprete mas também compositora, uma característica valiosa em artistas pop. Mesmo as músicas que não são da sua autoria significam bastante para si, como disse em entrevistas, por isso podemos estar certos de que não está apenas a cantar palavras sem importância. Porém, a artista inglesa envolve-nos tanto com a sua voz que quase nos esquecemos do que ela canta. A verdade é que tendo em conta que as letras são a grande contribuição de Dua para a composição das músicas, ela ainda tem muito que melhorar e muitos territórios para explorar para além das letras sobre amor que se tornam cansativas ao longo das 12 músicas que compõem o álbum.
Mesmo assim, o álbum está repleto de canções que poderiam ser singles; hit após hit, a voz de Dua Lipa nunca cansa e é, sem dúvida, o centro de todas as músicas; mesmo quando, por vezes, tudo soa um pouco overproduced, a sua voz está lá para nos salvar; são momentos como Thinking 'Bout You ou Homesick (com Chris Martin) em que a voz não está comprimida entre batidas explosivas, samples ou sintetizadores que Dua pode realmente brilhar e tudo o resto está apenas a acompanhar. Lost in Your Light, um dueto com Miguel ou No Goodbyes são também ótimos exemplos disto e relembram-nos quem é a verdadeira estrela do álbum, quando ficamos com dúvidas em Hotter than Hell ou New Rules. Não quero dizer que são músicas más porque estão longe disso, mas a identidade de Dua fica um pouco obscurecida pelo instrumental e perguntamo-nos quem é a estrela de Dua Lipa: a cantora ou a produção?
Dua Lipa é ainda uma estrela em ascenção e tenho a certeza de que felizmente vamos ouvir muito dela nos próximos anos. Falta saber se nos encantará com a sua voz e a sua escrita ou se se esconderá por trás do instrumental. Uma coisa é certa: ela encanta de qualquer maneira.
Nota: 3.5/5
Músicas recomendadas:
- Lost in Your Light
- Thinking 'Bout You
- New Rules
Se quiserem uma review de um álbum, mandem um email para octopusisgarden@gmail.com ou comentem em baixo!
Mesmo assim, o álbum está repleto de canções que poderiam ser singles; hit após hit, a voz de Dua Lipa nunca cansa e é, sem dúvida, o centro de todas as músicas; mesmo quando, por vezes, tudo soa um pouco overproduced, a sua voz está lá para nos salvar; são momentos como Thinking 'Bout You ou Homesick (com Chris Martin) em que a voz não está comprimida entre batidas explosivas, samples ou sintetizadores que Dua pode realmente brilhar e tudo o resto está apenas a acompanhar. Lost in Your Light, um dueto com Miguel ou No Goodbyes são também ótimos exemplos disto e relembram-nos quem é a verdadeira estrela do álbum, quando ficamos com dúvidas em Hotter than Hell ou New Rules. Não quero dizer que são músicas más porque estão longe disso, mas a identidade de Dua fica um pouco obscurecida pelo instrumental e perguntamo-nos quem é a estrela de Dua Lipa: a cantora ou a produção?
Dua Lipa é ainda uma estrela em ascenção e tenho a certeza de que felizmente vamos ouvir muito dela nos próximos anos. Falta saber se nos encantará com a sua voz e a sua escrita ou se se esconderá por trás do instrumental. Uma coisa é certa: ela encanta de qualquer maneira.
Nota: 3.5/5
Músicas recomendadas:
- Lost in Your Light
- Thinking 'Bout You
- New Rules
Se quiserem uma review de um álbum, mandem um email para octopusisgarden@gmail.com ou comentem em baixo!

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